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| Deftones foi a banda certa na hora errada. Lançou seu álbum de estréia, "Adrenaline", em 1995, momento em que o rock encontrava-se de ressaca após um porre de grunge. E já empurravam um tal de nu-metal para o pobre cinqüentão, que não tinha mais o mesmo fígado de outros tempos. E numa mania feia de rotular tudo o que aparece, a mídia já carimbava "nu-metal" em qualquer banda que misturasse rock e hip-hop. O Rage Against The Machine vinha fazendo isso desde o início da década com propriedade. Mas foi o Limp Bizkit que, de fato, criou o estilo, com seus samplers, scratches e guitarras violentas. O visual também denunciava que os tempos eram outros. Vieram Slipknot, Linkin Park e outras 924 bandas, das quais 2 ou 3 se salvavam. Bom, Deftones tinha uns lampejos de hip-hop. Ouviram isso e meteram o rótulo neles. Pobres chicanos, eram tão bem intencionados... as influências da banda vinham de grandes bandas dos anos 80, como Duran Duran e Depeche Mode. Eles mesmos fizeram boas covers dessas bandas ("The Chauffeur" do Duran, "Sweetest Perfection" do Depeche, "Ordinary Love" de Sade, entre outras). A própria musicalidade da banda mostra claramente essas influências, para quem não se dá por satisfeito. São meio góticos, darks, melancólicos. Basta ouvir músicas como "Change", "Fist", e "Gift". A música para download, apesar da grande voz de Chino Moreno, é instrumental: "U,U,D,D,L,R,L,R,A,B,Select,Start", um dos títulos mais legais e pops que já vi. Mostra que os caras são secões de Playstation e a própria sonoridade da música lembra temas de jogos japoneses. Divirtam-se. |
As sete melhores vozes do rock. Digo logo que voz em falsete não conta, perdoem-me as viúvas do metal. 1. Maynard
James Keenan | Tool e A Perfect Circle 2. Chino Moreno|
Deftones 3. Mike Patton
| Fântomas,
Tomahawk e ex-Faith No More 4. Beth Gibbons
| Portishead 5. Chris Cornell
| Audioslave
e ex-Soundgarden 6. Chris
Robinson |
Black Crowes |
Billy Idol experimentou o punk em meados da década de 70. Até funcionou, já que gravou 3 álbuns com a Generation X. Mas a banda acabou e ele seguiu a carreira solo. Em 1982, lançou seu primeiro álbum (Billy Idol). Esperto, esse Idol... mostrou que não foi só Bowie que soube se aproveitar do período de transição punk-três-acordes para o new-wave-sintetizado. O LP tinha no todo o ecletismo que a época pedia. "Come On Come On" era uma boa mostra da agressividade contida que o álbum apresentava. Era um punkzinho enfeitado, mas ainda assim competente e dançante. "White Wedding" seguia pelo mesmo caminho e, com os gritos de Idol, alcançou um certo sucesso. "Eyes Without A Face" virou um dos principais hits de motel da história, pau a pau com George Michael e Kenny G. Brega, mas bem-feito. Antes de toda a febre africana que assolou os artistas pop dos anos 80 e que resultou no Live Aid e em centenas de músicos do continente contratados por esses mesmos artistas, Idol fez "Love Calling" e sua batucada tribal, uma excelente pedida para aquele bar na piscina do hotel em uma noite solitária cliente-barman (sem relações, necessariamente). Mas o grande carro-chefe do álbum é, sem dúvidas, "Dancing With Myself", um rock de academia que estourou mundialmente ao aparecer e ser dançado freneticamente no filme "Namorada De Aluguel". Não acompanhei a carreira de Billy Idol além desse álbum (que meu irmão trouxe em k-7 dos EUA), mas sei que ele obteve êxito em sua demais empreitadas na década de 80. Depois disso, só Deus sabe... mas para mim, esse é um dos melhores discos da época. A música em questão aqui é "It's So Cruel", mais um standard e de alta qualidade. Os metais e os backing vocals dão um tom cafona-glitter. Vale a pena. |
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